JALAPÃO

É constituído pelos municípios Mateiros, São Felix, Lizarda, Novo Acordo, Ponte Alta, Lagoa, Rio da Conceição, Rio do Sono e Sta Tereza

Município + populoso= Pte Alta 7.214 Hab
Município - povoado= São Felix = 1.269 hab
Município + próximo de Palmas=Novo Acordo= 110 Km de Palmas

Em meio a 34 mil km² de paisagem árida, essa região é cortada por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de uma água transparente e potável. O Jalapão é uma das poucas paisagens nacionais que se mantém quase imunes ao avanço da civilização, tanto, que é possível rodar quilômetros de estradas e não encontrar uma única pessoa. Localiza-se na região leste, ponto em que o Tocantins faz divisa com a Bahia, o Maranhão e o Piauí.

A porta de entrada e de saída da região é a cidade de Ponte Alta do Tocantins. O acesso se dá pelas TO-050 e TO-255 sem pavimentação e em sua maioria constituída por areia.

O Jalapão já foi mar. Com as mudanças climáticas e atmosféricas sofridas pelo planeta, o mar foi se afastando e deixando um rastro de riqueza biológica que a sedimentação marinha, eólica (ventos), lacustre (lagos) e fluvial (rios) foi moldando ao longo dos milênios. Como resultado, as montanhas de pedra tomaram a forma de ruínas de antigas - e gigantescas - edificações.
Solo de areias quartzozas favorecem o processo de desertificação.

Antigos habitantes= Índios Acroás – grupo indígena que ocupou a região. Extintos no séc XVIII, não há muitos estudos sobre eles. A ocupação da região ocorreu posteriormente por migrantes nordestinos e por vaqueiros que transportavam gado e pela exploração de látex das mangabeiras.

O Capim Dourado cresce de Abril a Junho e é colhido em Agosto e Setembro. Cresce nas Veredas

 

A região ainda conserva muitas das espécies típicas do cerrado, como a onça-pintada, o tamanduá-bandeira, o veado-campeiro e a capivara. Desacostumados a presença humana, eles são um tanto arredios e nada fáceis de ser avistados. A vegetação predominantemente é o cerrado, mas é possível encontrar grandes faixas de campos limpos e campos sujos. Por baixo da vegetação rasteira, o solo é constituído de areia, a mesma areia que forma as estradas de boa parte do Jalapão.

O nome Jalapão originou-se da planta Jalapa, espécie do gênero Ipomea purga Hayne, popularmente conhecida como batata de purga. Mas para os habitantes locais é a Ipomea cuneifólia é que é a Jalapa. Jalapa – raiz medicinal – purgativa

 
 
ASPECTOS HISTÓRICOS

Sua origem liga-se as lutas libertistas, que vão desde Joaquim Teotônio Segurado, há mais de 200 anos, a Siqueira Campos, autor da Emenda Constitucional apresentada à Assembléia Nacional Constituinte e que, no seu art. 13 das Disposições Constitucinais Transitórias foi aprovada por unanimidade, criando o Estado do Tocantins, em 05.10.1988. Foi a partir da necessidade da descentralização da administração pública do sul em detrimento dos legítimos interesses do Norte, que nasceram as aspirações de criação do Tocantins. Sua instalação se deu em 1º de Janeiro de 1989, conforme estava previsto no supracitado dispositivo legal e sua primeira Constituição Estadual foi promulgada a 05 de Outubro do mesmo ano.

A HISTÓRIA DO TOCANTINS


O mais novo Estado Brasileiro, o Tocantins, foi formado pela Constituição Federal de 1988. O nome Tocantins significa na lingua Tupi “ bico de tucano” devido ao formato da confluência do Rio Araguaia com o Rio Tocantins. A principal atividade econômica do Tocantins é o agronegócio, principalmente arroz, soja, cana, frutas e gado. Sua capital Palmas, tem cerca de 185.000 habitantes (2006). O Jalapao é o principal destino turístico deste novo Estado brasileiro.
 
 
  O girassol tornou-se a planta símbolo do Estado. A sua flor amarela, aberta em várias pétalas, é como sol que nasce para todos. Como cores oficiais do Estado foram escolhidas: o amarelo, o azul e o branco.

Aspectos Físicos: Localização Geográfica
Situa-se no centro geográfico do País, na Amazônia Legal, entre os Paralelos 5º e 13º, e tem como coordenadas geográficas longitude: 46º 00' e 51º 00' de Greenwich e latitude 05º 00' e 13º 00' S.

Limite
Limita-se, ao norte, com o Estado do Maranhão; ao sul, com o Estado de Goiás; a leste, com os Estados do Maranhão, Piauí e Bahia; a oeste, com os Estados do Mato Grosso e Pará.

Aspectos Demográficos:
Área: 286.706 Km2
População: 1.784.475 habitantes, estimativa IBGE - Ano 2000
Eleitores: 470590, fonte TRE/Janeiro, 1990
Densidade Demográfica: 3.94 hab/km2

 
Palácio do Araguaia
O Palácio do Araguaia é a sede do poder executivo Estadual, marco a partir do qual foram projetadas a ruas e avenidas de Palmas. Seus arcos nos remetem à histórica igreja de Nossa Senhora do Rozário dos Pretos, em Natividade.

Praça Krahô
O povo Krahô vive numa área demarcada de 302.533 hectares, próximas às cidades de Itacajá e Goiatins, em 15 aldeias e conta com uma população de mais de 1.500 pessoas.
A praça Krahô representa a singularidade das aldeias krahô onde todas as casas se distanciam igualmente do pátio, que é o centro da aldeia. Vivem no Tocantins as nações indígenas dos Xerente, Apinajé, Krahô, Karajá, Javaé e Xambioá.
 
 

Memorial Coluna Prestes
O Memorial Coluna Prestes é uma homenagem à marcha da coluna Prestes pelo interior do Brasil, percorrendo cerca de 25 mil kilometros da maior marcha militar da história.
A escultura em bronze, denominada o cavaleiro da luz, do artista plástico Mauricio Bentes, representa Luis Carlos Prestes- um dos comandantes da coluna

Marco Geodésico do Brasil
Situado na ala norte do Palácio do Araguaia está simbolizado no centro da rosa dos ventos. O símbolo foi acrescido de referências das etnias indígenas do Tocantins que enriqueceu sua beleza e simetria, além de coloca-la emum contexto histórico e cultural.

Monumento aos 18 do Forte
Homenagem ao levante do Forte de Copacabana, ocorrido no Rio de Janeiro em 05 de Julho de 1992, quando jovens tenentes se rebelaram contra o Governo da República Velha, emdefesa da moralisação dos costumes políticos e contra o autoritarismo, a corrupção e as injustiças do regime oligárquico.
O monumento é composto por 18 esculturas homenageando os heróis da revolta. A escultura que carrega a bandeira à frente do grupo, esta representada pelo tenente Siqueira Campos. As esculturas são de autoria do artista plástico Maurício Bentes.

Relógio do Sol
Com 6 metros de altura, destaca-se por ser o maior relógio do Sol da América Latina. A invenção deste relógio data de séculos antes de Cristo.

O Cruzeiro
O Cruzeiros foi o primeiro monumento erguido em Palmas para a celebração do culto ecumênico em comemoração ao lançamento da Pedra Fundamental da cidade, em 20 de Maio de 1989. O altar de pedras é o marco da capital onde são celebradas missas campais. O ato ecumênico de inauguração da Praça dos Girassóis ocorreu apenas em 07 de Setembro de 2000.

 

Aspectos Geográficos do Tocantins
A vegetação do Tocantins é bastante variada; apresenta desde o campo cerrado, cerradão, campos limpos ou rupestres a floresta equatorial de transição, sob forma de "mata de galeria", extremamente variada.
A vegetação é o espelho do clima. Em área, o cerrado ocupa o primeiro lugar no Estado do Tocantins. As árvores do cerrado estão adaptadas à escassez de água durante uma estação do ano. Caracterizam-se por uma vegetação campestre, com árvores e arbustos esparsos, útil à criação extensiva do gado, por ser uma vegetação de campos naturais, em espécie vegetal dos diferentes tipos de Cerrado.

Campo Sujo: Uma divisão do cerrado, que apresenta árvores bastante espaçadas uma das outras e, às vezes, em formação compacta. Ex: lixeira, gramínea etc.

 
 

Campo Limpo
Caracteriza-se por se constituir uma formação tipicamente herbácea, com feição de estepes, quando isoladas; se em tubas deixam parcelas de terrenos descobertas, sob a forma de praiarias; quando é contínua, reveste desamente o terreno. Está ligada à topografia e hidrografia, notando-se uma associação nos divisores de água, nas encostas das elevações onde o lençol freático aflora, e, também, nas várzeas dos rios. Ex: Ilha do Bananal – onde se dá criação extensiva do gado no Estado.

Cerrado
Árvores de pequeno porte, poucas folhagens, raízes longas adequadas à procura de água no sub-solo, folhas pequenas duras e grossas, ciando grande parte na Estação seca. As espécies nativas mais comuns são: pau-terra, pau-santo, barbatimão, pequi, araticum e muricí.

Floresta Equatorial
Aparece de modo contínuo no norte do Estado, próximo ao palelo 5º., e acompanha o curso dos rios, sob forma de "mata de galeria". Essa formação em área de temperatura quente e pluviosidade elevada, propicia o aparecimento de uma forma densa bastante estratificada, composta de espécies variadas.

 
 

Floresta Tropical
Características de regiões cuja temperatura é permanentemente quente com chuvas superiores a um total de 1500 mm anual. Apresenta muitas espécies vegetais de grande valor econômico como as madeiras-de- lei, destacando-se o Mogno e o Pau-Brasil etc. As bordas litorâneas do vale do Tocantins, no norte do Estado, notadamente Tocantinópolis e Babaçulândia, oferecem uma grande riqueza vegetal – o babaçu. O estado ocupa o 3º lugar, no Brasil, em relação à sua produção. Resultantes da interação entre altitudes, latitudes, relevo, solo, hidrografia e o clima, o Estado pode ser dividido em três regiões que são:

1ª Região Norte: de influência Amazônica, caracterizada pelas florestas fluvias.

2ª Região do Médio Araguaia: constituída, principalmente, pelo complexo do Bananal – onde se encontram os cerrados associados às matas de Galeria e à Floresta Estacional Semidecidual.

3ª Região Centro-Sul e Leste: onde predomina o cerrado com algumas variações de Floresta Estacional Decidual nas fronteiras de Bahia- Goiás.

 
 

De maneira geral podemos afirmar que a cobertura vegetal predominante no Tocantins é o cerrado, perfazendo um percentual superior a 60%. O restante é composto por florestas esparsas que podem ser identificadas, sobretudo, nas Bacias hídricas Tocantins-Araguaia – Paranã e seus afluentes.

Os recursos naturais de origem vegetal que merecem maior destaque no Tocantins são: o coco babaçu, o pequi e o buruti. O babaçu é rico em celulose e óleo, que, ao lado do pequi é aproveitado nos pratos típicos da região. O coco tem grande valor industrial, pois serve para a fabricação de gorduras, sabões e sabonetes. A casca do coco serve como combustível e a palha do babaçu presta-se para o fabrico de redes, cordas, cobertura de casas etc.

Outra riqueza vegetal largamente explorada é a produção da madeira-de-lei.

 

 

Relevo
O relevo do Estado do Tocantins é sóbrio. Pertence ao Planalto Central Brasileiro. Caracteriza-se, sobretudo, pelo solo sob cerrados, predominando, na sua maioria, superfícies tabulares e aplainadas, resultantes dos processos de pediplanação.

Há, no Estado, 4 regiões geográficas a saber:

1ª Chapada da Bahia do Meio-Norte: fronteiras gerais Bahia- Maranhão – são chapadas com altitudes variadas de 300 a 600 metros, representadas pela Serra da Cangalha e Mangabeira no Município de Itacajá.

2ª Chapada da Bacia de São Francisco: apresenta como divisor das águas das Bacias São Francisco/Tocantins, com altitude média de 900 metros. Características fisionômica: a Serra Geral de Goiás, a Leste do Estado.

3ª Planalto do Tocantins: com altitude médias de 700 metro. Os planaltos Cristalino e Pleneplanície do Araguaia se constituem degraus intermediários, com altitudes médias entre 1.000 a 300 metros.

4ª Peneplanície do Araguaia: constituída por um peneplano de colinas suaves com altitudes de 300 metros a 400 metros, ao longo dos vales dos rios Araguaia e das Mortes. O Estado, num todo, é caracterizado por variadas gamas de rochas ígneas e metamórficas do complexo cristalino e unidades sedimentares de diversas idades.

 

Clima
No Estado do Tocantins, o clima predominante é Tropical caracterizado por uma estação chuvosa (de outubro a abril) e outra seca (de maio a setembro).

É condicionado fundamentalmente pela sua ampla extensão latitudinal e pelo relevo de altitude gradual e crescente de norte a sul, que variam desde as grande planícies fluviais até as plataformas e cabeceiras elevadas entre 200 a 600 metros, especialmente pelo relevo mais acidentado, acima de 600 metros de altitude Sul.

Há uma certa homogeneidade climática no Tocantins . Porém, por sua grande extensão de contorno vertical definem-se duas áreas climáticas distintas a saber.

 
 

1ª Ao Norte do paralelo 6ºS, onde o relevo é suavemente ondulado, coberto pela Floresta Fluvial Amazônica, o clima é úmido, segundo Kopper, sem inverno seco. Com temperaturas médias anuais variando entre 24º-C e 28º, as máximas ocorrem em agosto/setembro com 38º-C e a média mínima mensal em julho, com 22º C, sendo que a temperatura média anual é de 26º C. Em geral as precipitações pluviômetricas são variáveis entre 1.500 a 2.100 mm, com chuvas de novembro a março.

2ª Ao Sul do paralelo 6º S, onde o clima predominante é subúmido ou (estacionalmente) seco, os meses chuvosos e os secos se equilibram e as temperaturas médias anuais diminuem lentamente, à medida que se eleva a altitude. As máximas coincidem com o rigor das secas em setembro/outubro com ar seco e enfumaçado das queimadas de pastos e cerrados. Assim, a temperatura compensada no extremo sul, varia de 22º C e 23º C, no centro varia de 24º C a 25º C e no norte, de 26ºC a 27ºC. As chuvas ocorrem de outubro a abril.

 

Hidrografia:
A hidrografia do Estado do Tocantins é delimitada a Oeste pelo Rio Araguaia, a leste pelo Rio Tocantins. Ambos correm de sul para norte e se unem no setentrião do Estado banhando boa parte do torrão tocantinense.
O PRODIAT, Projeto de Desenvolvimento Integrado da Bacia do Araguaia/Tocantins, dividiu a hidrografia do Estado em duas sub-bacias a saber:

1ª Sub-bacia do Rio Araguaia: formada pelo Rio Araguaia e seus afluentes, tendo um terço de seu volume no Estado.
2ª Sub-bacia do Rio Tocantins: formada pelo Rio Tocantins e seus afluentes, ocupando dois terços de seu volume aproximadamente no Estado.

O Rio Araguaia nasce nas vertentes da Serra do Caiapó e corre de sul para norte, formando a maior ilha fluvial do mundo, a ilha do Bananal e lança suas águas no Tocantins depois de percorrer 1.135 Km engrossado por seus afluentes.

O Rio Tocantins, nasce na Lagoa Formosa em Goiás a mais de 1.000m de altitude. Ele forma-se depois de receber as águas dos rios das Almas e Maranhão. Sendo um rio de planalto, lança suas águas barrentas em plena baía de Guajará no Pará.

Concluindo, podemos afirmar que o regime hídrico das bacias Araguaia/Tocantins é bem definido, apresentando um período de estiagem que culmina em setembro/outubro e um período de cheias culminando em fevereiro/abril. Há anos em que as enchentes ocorrem mais cedo, no mês de dezembro, dependendo da antecipação das chuvas nas cabeceiras. (MINTER/1988).

 

Divisão Político – Administrativa Regional
Quando o Estado do Tocantins foi criado, havia apenas 60 municípios. A seguir, ainda por Goiás, foram criados mais 19 novos municípios, dois dos quais, Aliança do Tocantins e São Valério da Natividade, foram instalados a 1º de Janeiro de 1989. Os demais 17 novos municípios tiveram suas eleições municipais realizadas a 16 de abril e foram instalados a 1º de Junho deste mesmo ano, com a posse dos primeiros Prefeitos e Vices e as respectivas Câmaras de Vereadores.

Até 1º de Janeiro deste ano de 1990, o Estado do Tocantins contava com 80 Municípios. Com a fusão de Taquarussu do Porto com Palmas, Município criado pela Constituinte Estadual, reduziu-se para 79 o número de Municípios no Estado.

 
 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS - REGIÃO DO JALAPÃO

A Região Leste do estado do Tocantins denominada “Jalapão” está situada entre os paralelos 9 º e 48 º de longitude Oeste, cujas belezas naturais apresentam-se de uma forma exuberante constituídas por chapadões e planaltos, serpenteados por inúmeros rios e ribeirões, possuindo acidentes geográficos tais como: Cachoeira do Jalapinha, Cachoeira do Prata, Cachoeira da Velha, Cachoeira do Sussuapara , as dunas e a pedra da Baliza, considerada o marco de divisa dos estados do Tocantins, Maranhão, Bahia e o Piauí.

A geologia da região é formada por rochas sedimentares datadas da era mesozóica no período cretáceo com aproximadamente 135 milhões de anos. Apresenta textura arenosa e coloração variada entre o branco e o róseo, este varia de acordo com a concentração de argila e óxido de ferro.

Quatro tipos de paisagem
Platô: com chapadões e planaltos
Rebordos ou encostas: onde se localizam as nascentes dos rios e os processos de erosão, a partir dos ventos e das chuvas, que formam as Dunas do Jalapão.
Planícies: área de vegetação do cerrado aberta – mais sujeitas às queimadas.
Veredas: áreas úmidas, ao longo dos rios, aonde se encontram as palmeiras de buriti.

Chapada das Mangabeiras, serra da Jalapinha, Serra do Meio, Serra do espírito Santo e Serra Geral.

A geomorfologia é caracterizada por apresentar planaltos e chapadões aplainados, observando-se serras do tipo “mesa”e morros “testemunhos” com bordas uniformes. Nos taludes das serras ação erosiva pluvial e eólica é de forma destrutiva, esta desnudação contínua provocará alterações no modelado da região. Predominam na região os solos formados por areias quartzosas e litólicos, ambos distróficos e álicos.

 
 

RECURSOS HIDRICOS DO JALAPÃO

Com relação aos recursos hídricos, a região do Jalapão está inserida na Bacia Hidrográfica Araguaia – Tocantins. Entre os principais rios destacam-se: Sono, Balsas, Novo, Galhão, Prata, Soninho, Vermelho, Ponte Alta, Caracol.

A região conta ainda com uma grande quantidade de nascentes formadoras de caudais, águas borbulhantes, também chamadas de “fervedouro” pela população local.
Tal característica desta região é devido à formação rochosa do tipo arenítica onde as chuvas abastecem o lençol freático e pelo fenômeno “ressurgência da água”, têm-se essa abundância de nascentes, com uma regularidade de vazão, tanto no período chuvoso quanto na estiagem.

O clima da região é do tipo Tropical-Continental com duas estações bem definidas, uma “chuvosa” compreendida entre outubro e abril e outra “seca”de maio a setembro.A cobertura vegetal da região é formada por savanas nos seus vários gradientes, predominando a savana gramíneo-lenhosa e uma estreita mata ciliar sendo observada eventualmente.

 

AREAS DE PRESERVAÇÃO DO JALAPAO
• Estação ecológica da Serra Geral do Tocantins= Federal
• Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba = Federal
• Área de Proteção ambiental da Serra da tabatinga = Federal
• Parque estadual do Jalapão = Governo Tocantins
• Área de Proteção ambiental do Jalapão = Governo do Tocantins

Flora
Caracterização Regional - A região de Mateiros - TO está incluída na Zona Fitoecológica da Savana-parque (Campo-Cerrado), onde é caracterizada por diferentes espécies fitofissionômicas, sendo constituída por várias formações herbáceas da zona neotropical intercaladas por pequenas plantas lenhosas até arbóreas, serpenteadas por Matas Ciliares.

 
 

A Savana ou Cerrado ocorre em praticamente todas as regiões do estado, onde a savana arbórea aberta (campo cerrado) é o subgrupo predominante. Apresenta-se, em maior parte, em todo o relevo dissecado e conservado da chapada do Jalapão, parte do chapadão da bacia do meio-norte e da Planície do Araguaia. Há, ainda, a savana gramíneo-lenhosa (campo limpo) e a savana parque (parque cerrado), que predominam principalmente, nas regiões noroeste, oeste e leste do Estado. A savana arbórea densa (cerradão) é encontrada nas regiões sul e oeste, com encrave na vegetação florestal (RADAMBRASIL, 1981).

Listagem das principais espécies florísticas catalogadas na área de estudo:

 

NOME CIENTÍFICO



NOME COMUM

Araçá

Eugenia florida

Barbatimão

Struphnodendron barbatiman

Pau de brinco

Rourea induta

Cagaiteira

Quelea parviflora

Canela de ema

Vellozia glochidea

Carvoeiro

Sclerolobium paniculatum

Cedro

Cedrella fissilis

Cega machado

Physocalimma sacaberrimun

Fava de bolota

Parkia sp

Faveiro

Dimorphandra mollis

Gonçalo Alves

Astronium spp

Guariroba

Campomanesia bullata

Ipê roxo

Tabebuia sp

Ipê-amarelo

Tabebuia serratifolia

Jatobá do cerrado

Hymenaea stignocarpa

Lixeira

Curatella americana

Mangaba

Hancomia speciosa

Mermelada

Crysophilun sp

Mirindiba

Buchenavia sp

Murici

Byrsonima sp

Olho de boi

Diospyrus sp

Pau d'óleo

Copaifera longsdorffii

Pau terra da folha larga

Qualea grandiflora

Pau terra da folha miúda

Qualea parviflora

Pequi

Caryocar brasiliense

Pindaíba branca

Duguetia sp

Pindaíba do cerrado

Xylopia emarginata

Puçá

Rauwolfia bahiensis

Sucupira

Vatairea macrocarpa

Timbó

Licania tomentosa

Vinhático

Plathymenia reticulata

 
 

FAUNA DO JALAPAO

Caracterização Regional: A fauna da região de Mateiros é característica do bioma Cerrado, que em virtude da heterogeneidade de recursos ecológicos abriga uma comunidade faunística altamente diversificada, onde a avifauna é preponderante. Esta constitui um grupo altamente presente nas variadas fisionomias do Estado, apresentando maiores índices de freqüência nas áreas de transição, entre as matas.

Caracterização Local: A área circunvizinha ao empreendimento encontra-se conservada, sendo observado todos as espécies faunísticas do cerrado tocantinense como animais de pequeno, médio e grande porte como se segue:

Mastofauna: O grupo que apresentou maior diversidade de espécies foi o dos mamíferos, desde pequenos animais terrestres, voadores e fossoriais, tais como Gambá (Didelphis albiventris); Tapiti (Sulvilagus brasilienses); Preá (cavea aprea); Tatu-peba (Euphactus sexcinthus); Morcego (Glossophaga soricina); até espécies de médio e grande porte, incluindo a Capivara (Hydrochaeris hydrochaeris); Guariba (Allouatta a Caraya); Anta (Tapirus terrestris)

 
 

Praticamente todos os grandes mamíferos típicos da região de cerrado ainda são encontrados, como por exemplo, a arinha; a Suçuarana, onça pintada, Gato Maracajá, Gato Mourisco; Jaguatirica; Lobo guará, Raposa grande; além de morcegos da família Plyllostomidae, em maior freqüência.

Ornitofauna: Nas formações mais abertas como o cerrado e os campos úmidos, as espécies avistadas de maior representabilidade foram a Ema (Rhea americana); Seriema (cariana cristata); Arara canindé (Araruana); Periquito (Brotogeris versicolorus); Pica-pau-do-campo (Colaptes campestris); João-de-barro (Furnaris rufus); Bem-te-ví (Pitangus sulphuratus); Estrelinha (Calliphlox amethystina); Anu preto (Crotophaga ani); Pássaro-preto (Gnorimopsar chopi); Urubu (Coragyps atratus); Carcará (Milvago chinachima); Gavião (Rostrhamus sociabilis); Perdiz (Rhynchotus rufescens); Arara-azul (Anadorhynchus hycinthinus); Arara-vermelha (Ara chloroptera); Inhambu (Crypturellus parvirostris). Temos também as espécies representadas pelas ordens Anseriformes (como patos e marrecos),

Herpetofauna: Compreendida por répteis como cobras, lagartos, tartaruga, tracajá e os anfíbios como sapos, rãs e pererecas.

 

Tracajá (P. unifilis); Jabuti (Geochelone carbonaria); Jacaré Tinga (Caiman Crocodilus), Sucuri (Eunectes murinus).

As duas espécies de lagartos, o Cameleão (Iguana) e o Teiú (Tupinambis teguixim), ainda são comuns na região, o primeiro habita comumente as florestas de galeria.
As serpentes venenosas Jararaca (Bothrops moojeni) e a Cascavél (Crotalus durissus), ainda são comuns em toda região, as cobras dos gêneros Micrurus (Coral), Crotalus (Cascavél), Lachesis (Surucucu) e Brothops (Jararaca).

Quanto aos anfíbios, foram observados representantes dos Bufonidae (sapos), Lepytodactylidae (rãs) e da família Hilidae (pererecas).

Os quelônios identificados foram à Tracajá (P.unifilis), o Matá-matá (Chelus fimbriata), o Jabuti (Geochelone carbonária) e o Cágado (Platemys platycephala).

Segue abaixo quadro com as principais espécies de aves, identificados na área e seu entorno:

 

NOME CIENTÍFICO



NOME COMUM

Leptotila varreauxi

Juriti

Scardafella squamata

Rolinha fogo-apagou

Zenaida auriculata

Pomba-do-bando

Columbina talpacoti

Rolinha caldo-de-feijào

Columba cayennensis

Pomba verdadeira

Claravis pretitiosa

Juriti-azul

Belopterus chilensis

Téu-téu

Passer domesticus

Pardal

Orizoborus angolensis

Curió

Volatina jacarina

Tiziu

Cyanocorax cyanopogon

Cã-cã

Stelgidopteryx ruficillis

Andorinha

Pitangus sulphuratus

Bem-te-vi

Muscivora tyrannus tyrannus

Tesourinha

Coryphospingus pileatus

Tico-tico-rei

Saltador maximos

Sabiá-gonga

Nyctichromus albicolis

Curiango

Crotophaga ani

Anu-preto

Guira-guira

Anu-branco

Coragyps atratus

Urubu comum

Butero magnirostrid magniplumis

Gavião pega-pinto

Cariana cristata

Seriema

Aramides cajannea

Saracura três-potes

Furnarius spp.

João-de-barro

Rhynchotus refercens

Perdiz

Nothura maculosa

Codorna

Crypturellus undukatus

Jaó

Crypturellus parvirostris

Inhambú-xororó

Otus choliba

Corujinha

Rhinoptynx clamador

Coruja, mocho orelhudo

Colaptes campestris

Pica-pau de penacho

Forpus crassirostris

Periquito

Amazona amazonica

Papagaio

Anadorrynchus hyacinthinus

Arara azul

Ramphastos spp.

Tucano

Phaeotornis pretei

Beija-flor - rabo branc(cuitelo)

Antrocothoraz nigricollis

Beija-flor papo-preto